Casas/Labels Cerebelo Records

Guilherme Krause fala da sua label Cerebelo Records e da sua história com o Techno

outubro 24, 2016Portal Underground

Entrevistamos Guilherme Krause, que nos contou um pouco da sua história com a música eletrônica, da sua label Cerebelo Records, do Projeto Experimento, e dos planos para 2017! Confira!


Guilherme Krause, me conte sua história na musica eletrônica e como surgiu a ideia da label!

Comecei a discotecar em 2008, pouco tempo antes de uma viagem que fiz para Nova Zelândia. Toquei em uma festa lá, ainda sem pretensão alguma de me tornar um DJ e, quando voltei ao Brasil entrei em um núcleo de DJs chamado TDN, que promoviam algumas festas de psytrance. 

Desde aquela época sempre me envolvi pelo Techno, Minimal Techno e pelas pesquisas de novas sonoridade. Conheci as vertentes do Techno que discoteco e lanço na gravadora hoje em dia, nessa época e, desde então, é o que mais gosto de escutar dentro da E-music. 

Após algum tempo e algumas trocas de núcleos, passei pela Universo Sonoro onde pude discotecar em festas open air e festivais maiores, até que acabei sendo convidado à entrar no núcleo True Chain em 2009, um coletivo de DJs de progressive trance psicodélico, dubstep e Techno, onde fazíamos festas indoor mensais em Porto Alegre híbridas de progressive trance psicodélico e Techno, normalmente com warmups de dubstep. 

De 2008 a 2012 pude ter a oportunidade de discotecar em festas e festivais dentro e fora do Brasil, juntamente a isso começaram a aparecer convites para gravar podcasts para rádios de outros países, o que trouxe convites também para participar do casting de algumas gravadoras internacionais de Techno underground. Primeiramente a Netlabel ítalo-germânica chamada Soluxion Records, depois a gravadora Argentina Concepto Hipnótico Records e por fim a canadense DMT Records. 

Em 2012 criei um projeto de Dark Techno em parceria com um grande amigo e produtor, Diego Brinker aka Paracozm, o projeto chama-se S.M.O.G. onde lançamos alguns EPs pela Concepto Hipnótico Rec e DMT Records em 2012 e 2013. 

Com os contatos que eu tinha entre os membros das gravadoras que eu participava, comecei a receber tracks de produtores que me perguntavam onde elas poderiam ser lançadas, em quais gravadoras, foi aí que me surgiu a ideia de criar minha própria gravadora. 

Então, em 2015, surgiu a Cerebelo Records, de um jeito muito natural e espontâneo por já estar no meio de tantos parceiros produtores e ter a orientação sonora bem definida do que viria a seguir a label. 


Por que a escolha do Techno nas suas subvertentes Industrial, Dark e Experimental? 

Eram as vertentes que desde o início escutei e discotequei, já iniciei ouvindo Techno de gravadoras pequenas e underground, conheço mais projetos locais da Sérvia e do interior da Alemanha do que grandes nomes do Techno mundial, por exemplo. 

Minhas pesquisas sempre foram em gravadoras e projetos desconhecidos que traziam sonoridades mais livres, experimentais e as atmosferas obscuras das músicas sempre me interessaram mais. A definição das subvertentes da label vieram naturalmente, pelo histórico que sempre busquei dentro do Techno. 

Acima de tudo, lanço o que eu gosto de escutar. Não lançaria algo do qual eu não gosto muito, mas que poderia ser mais “vendável”. Prefiro lançar o que eu gosto e trazer novas sonoridades para o público, sem me importar somente se será vendável ou não. O mais importante é a label ter a sua própria personalidade sonora, e mantê-la. 


Como é feita a curadoria dos artistas para os lançamentos pela Cerebelo? 

A Cerebelo records tem um projeto paralelo dentro dela, quase uma sublabel, chamada de Projeto Experimento. Então, basicamente a curadoria que faço envolve ambos os projetos, o que determina se as músicas vão para um projeto ou outro são a experimentalidade das músicas, basicamente. 

Recebo bastante demos que vem de todas as partes do mundo, recebo material desde produtores que já conheço de longa data como de produtores desconhecidos e, estando dentro do estilo da label e sendo do meu agrado, será lançado. 

Tu comentaste que existem dois projetos dentro da gravadora. Quais as diferenças entre a Cerebelo Records e o Projeto Experimento? 

A Cerebelo Records é o projeto principal, onde são lançados EPs, Álbuns e VAs de Techno nas subvertentes Dark, Industrial com sonoridades Espaciais e Futuristas e disponibilizado para venda em todas as principais lojas digitais, são mais de 40 lojas que vendem o material da Cerebelo Records, sempre com músicas voltadas para pista de dança. 

Lançamento pela Cerebelo Records em outubro/2016.
Confira aqui os lançamentos de setembro e outubro de 2016 pela label.

O Projeto Experimento é um projeto que criei principalmente para apoiar o novo produtor, envolve também a experimentalidade do Techno e a não obrigatoriedade de ser uma música para pista de dança em seus lançamentos, que são exclusivos de bandcamp e todas as faixas são “name your price” ou seja, o público pode escolher o quanto pagar por cada faixa, inclusive, se quiser, não pagar nada para baixa-las. A diferença é que no Projeto Experimento, todas as doações que são voluntárias feitas aos artistas irão 100% para eles, a gravadora não fica com nenhuma contrapartida pelo Projeto Experimento, justamente para dar esse apoio aos artistas. 

Um dos lançamentos pelo Projeto Experimento. Saiba mais aqui.

Quais os principais canais de promoção da gravadora Cerebelo Records? 

A Cerebelo Records está no Facebook, onde é o principal canal de divulgação da label. As prévias dos lançamentos que virão são disponibilizadas no canal do Soundcloud da label, músicas completas do catálogo para streaming estão disponíveis no canal do youtube e spotify e deezer, fazemos também a divulgação dos lançamentos no instagram, a venda das músicas em Bandcamp e mais de 40 outras lojas digitais como beatport, iTunes, Juno, Amazon, Google play e possuímos também um canal no Resident Advisor. Podem acompanhar a gravadora em qualquer um desses lugares ou em todos! 

Links:

O que podemos esperar da label para 2017? 

O formato de lançamento da gravadora se manterá. Continuarão basicamente 2 lançamentos por mês nas principais lojas digitais, incluindo álbuns e EPs, o VA que ainda não sei se será em 1 ou 2 volumes como foi o de 2016, lançamentos do Projeto Experimento exclusivos em Bandcamp e, para fechar o ano, em dezembro, a edição de remixes dos lançamentos do ano. Estou com alguns outros projetos em mente para a label que espero poder tirá-los do papel em 2017, mas esses são surpresa!

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