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Atração da Cosmic, Gabi Lima toca pela primeira vez em POA! Veja entrevista completa

junho 18, 2018Portal Underground


Atração da Cosmic neste sábado, dia 23/06/18, Gabi Lima toca pela primeira vez em POA! Veja entrevista completa:

1 - Quando foi que tu conheceu a música eletrônica? Quais foram os DJs locais importantes nesse processo?

Eu conheci a música eletrônica quando tinha 11 para 12 anos ouvindo os programas do Baturite Power Mix, na rádio. O Baturite era uma casa noturna que existia em Balneário Camboriú, nos anos 90. Nessa época, os Djs residentes faziam sets semanais e eu passei a me conectar muito com as seleções do Handerson. Através disso, passei a gravar fitas dos programas com as músicas que mais gostava e a regravar as fitas a pedido de amigos. Naquele momento eu nem imaginava o que aconteceria no futuro, mas hoje percebo que minha conexão com a pesquisa músical e com a profissão Dj começou ai. Atualmente o Harderson é residente do Detroit BR e também faz parte da equipe de professores da Aimec. Além dele, outros dois Djs que sem dúvida me influenciaram musicalmente foram os meus amigos Jean Villegas de Balneário e o Raul Aguillera de Curitiba.

2 - Conte-nos um pouco sobre a Hot Legs e como ela se relaciona com a Cena Curitibana. 

A Hot Legs surgiu em 2011 e ela foi desenvolvida pela vontade que sentia de proporcionar uma experiência diferente ao público. Nessa época, a maioria das festas estavam iguais. Existia a experiência musical, mas sentia que faltava uma interação maior com o público. Eu vim de uma época que o cenário Clubber e Rave era criativo, o público era ousado, com uma fatia considerável do público GLS. As pessoas traziam um mix de atitude, moda, arte e de repente vi tudo ficar super quadrado e padronizado. Mesmo Clubs com perfil conceitual, estavam investindo em camarote, com artistas caríssimos, em festas que muitas vezes não tinham alma e não rolava a experiência. Além disso, nessa época, os line-ups eram 99% masculinos. Foi movida pelo cansaço de assistir esse perfil de festa que criei a HOT, aliada a uma vontade de conseguir ver maior representatividade de mulheres no line-up. Eu queria proporcionar uma festa onde as pessoas chegassem naquele Club ou local de sempre, mas se deparassem com uma proposta e um astral diferente do habitual, onde elas se sentissem diferentes. De um lado, o machimo rolava livre, faltava apoio até das próprias mulheres, mas mesmo assim a aceitação foi acontecendo e rapidamente passamos a nos comunicar com público feminino, GLS e pessoas livres de preconceitos passaram a se identificar com a festa. Realizamos mais de 35 edições entre Curitiba, Balneário Camboriú, Londrina, Maringá, Papanduva, Apucarana e São Paulo. Nos últimos 2 anos, fizemos menos edições do que gostariamos, por conta do meu break com a chegada da minha filha Bella. Mas nossa última edição em novembro de 2017 aconteceu em um Rooftop e foi mágica!

A Hot Legs vai além da música, todo evento é preparado com uma carga muito grande de sentimento, com base no que acreditamos, com uma forte empatia com o público e eu sinto que isso chega nas pessoas.

Dia 06 de julho realizaremos a primeira Hot de 2018 comigo, Aninha, Kaká Franco e Petri da Laguna, no TARS CLUB.

3 - Aqui em Porto Alegre é notável nos últimos anos uma efervescência de novas DJs mulheres. Pode-se dizer o mesmo de Curitiba? Quais são as suas DJs mulheres prediletas daí?

Aqui também tem mulheres surgindo no cenário o tempo todo, mas eu acho que falta persistência, garra, coragem, amor não sei exatamente dizer o que é. A profissão música é incrível, mas acredito que tem meninas que quando se deparam com as dificuldades naturais dela, acabam desistindo. Sem contar que tem que gostar de levar uma vida ativa. Acredito que por conta dessas situações, acabei vendo muitas meninas começarem a tocar e com o passar dos anos sumir. Falando nos nomes locais de mulheres que eu admiro, em primeiro lugar vem a Aninha. Gosto da música, da forma que ela cria a atmosfera dos sets e como ela se comunica. Gosto do set da Lourene e também de toda causa que ela defende com a Redoma. Admiro a Grazy que agora está com o seu projeto Ella What. Além dos sets ela está super dedicada nas produções e merece o espaço que vem conquistando. A mais recente é a Agatha Prado da Gato Pardo, acho muito bacana a forma que ela abraçou o universo do House, em um momento que o mercado está bem declinado ao Techno e ao Minimal.

4 - Qual estilo dentro da música eletrônica que mais te envolve? Na pista você prefere ouvir o mesmo estilo que toca? 

Eu já toquei Progressive House quando tudo começou há 17 anos, depois disso passei pelo Electro, Minimal, Tech house, House, Disco e Techno e agora to em um momento mais Housera, de novo, com um mix de Afro, Funky e por ai vai, mas nada me impede de encaixar um Techno. Eu gosto de conseguir me envolver com a pista transitando entre os estilos, entregando a magia e conseguindo me conectar com o público que está ali naquele momento para se divertir. Acho incrível me preparar para diferentes cenários e mais incrível ainda é sentir que tenho a sensibilidade de entregar propostas diferentes de sets, sem perder a minha essência.

Hoje mais do que nunca me sinto preparada para tocar em diferentes situação, e principalmente não entro mais em um conflito interno sobre isso, não gosto de me limitar e isso me deixa feliz. Na pista eu gosto de dançar, me entrego como público e estou disposta a ouvir o que cada Dj tem a oferecer. O que importa é que isso aconteça com música de qualidade e que faça sentido com o momento da festa.

Ansiosa para estrear na festa Cosmic, ao lado de artistas que sinto que se conectam muito com tudo que acredito. Nos vemos dia 23! ❤

Completam o line os DJs Lucas Matos, Apoena, Bavaresco, Benites e Baldi.

Todas as infos no evento facebook.com/events/1135524983257345/

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