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Fran Bortolossi fala sobre os 8 anos da Colours

março 06, 2017Portal Underground


Entrevistamos Fran Bortolossi, idealizador da Colours! Ele nos contou tudo sobre o aniversário de 8 anos da Colours, que acontece neste sábado, dia 11 de março em Caxias do Sul e sobre o que a Colours nos reserva para 2017!

O que mudou nestes 8 anos de Colours?
Mudou muita coisa. Nos profissionalizamos, aumentamos o tamanho do evento em quase dez vezes se comparado as primeiras edições, a equipe hoje em dia é muito maior também... 
Há 8 anos atrás a música eletrônica no RS era muito menos difundida, e nesse papel a gente se orgulha em ter colaborado bastante para o acesso do público à ela.
São anos e anos trabalhando, é uma grande história que escrevemos nas páginas da música eletrônica no RS.

Quantas edições já ocorreram, e quais dentre a centenas de atrações de artistas nacionais e internacionais você destacaria?
Acredito que já seja em torno de 100 edições (a gente nunca parou para contar, apesar de termos uma noção dos eventos que já foram realizados). 
São muitos os artistas de destaque que passaram em nossos eventos, porém, alguns no meu ponto de vista, tem destaque diferenciado.
Dos internacionais, acho que Dubfire, Kolombo e Phonique tem uma importância histórica dentro dos nossos eventos.
De artistas nacionais, Gui Boratto, Renato Ratier e Fabricio Peçanha.


Lá no início da Colours, você tinha ideia que a festa iria revolucionar toda a cena eletrônica do estado?
Na verdade não. Mas confesso que desde a primeira edição, o sentimento de todo mundo que foi e participou, foi o mesmo: Ali algo especial estava acontecendo. 
Depois disso, seguimos trabalhando sempre com o mesmo empenho e paixão. Isso certamente contagia as pessoas. Vimos grandes núcleos atualmente, começando pequenos e nos creditando que eram inspirados na gente e no trabalho que estávamos fazendo. Essas coisas sempre corroboram para demonstrar que estamos no caminho certo.

O que podemos esperar deste aniversário? Teremos mais de uma pista novamente?
Sim, o lay out é basicamente o mesmo dos últimos eventos. Duas pistas, vários artistas divididos entre essas pistas com sets de 1h30min a 2h.
Acredito que vá ser uma grande celebração a vida e a música. Os camarotes e backstage estão esgotados, ingressos estão no terceiro lote e nas últimas unidades.

Quais os destaques que teremos neste line?
São 4 artistas internacionais.... Sabb de Kosovo, atualmente residente em Zurich e parte do lendário Hive Club. Thomas Von Party, canadense de Montreal, dono da gravadora Multi Cult, e irmão do Tiga. Também responsável pela Turbo Rec.
Esses dois inéditos no Brasil, fazendo suas primeiras tours.
Além deles, Anhauser, já conhecidos do nosso público. Os argentinos que tem feito a diferença em Buenos Aires com seu projeto ZEF, que rola todos os domingos na capital portenha.
Também o alemão Thomas Schumacher, lendário na cena Techno/Electro, com grandes lançamentos no passado e presente em importantes labels do mundo todo.
Completa o line up a galera do RS e SC que tem feito a diferença. Nossos residentes e convidados Danee, Piñero e Deborah Blank.


Já tivemos 2 edições em formato Festival, vamos repetir este ano?
Acredito que não. Provavelmente faremos dois eventos com dois DJs internacionais de renome ao invés do festival. Infelizmente sem um grande aporte financeiro de patrocinadores, o festival se torna inviável. A conta do ano passado foi altíssima, e nosso sentimento é de que as marcas deveriam valorizar iniciativas como aquela e infelizmente o que ocorre é justamente o contrário.
Vemos as verbas de patrocinadores geralmente sendo mal aproveitas em evento com foco em capitais, com muita ostentação e pouco conteúdo.

A força da cena eletrônica na região chama atenção, a que você atribui esse sucesso?
Acho que primeiramente o respeito existente entre DJs, promoters, donos de clube e público. Em segundo ponto, do esforço mútuo de muitas pessoas que querem ver a música eletrônica como principal coadjuvante nas festas.

Hoje a Colours é uma das mais importantes festas do país, com estrutura impecável, line sempre surpreendente e público vindo de todas as regiões, além de outros estados. Qual o recado que você daria para quem ainda não conhece a festa?
O recado é: Se você faz parte do mercado da música eletrônica, se você é um entusiasta que procura as melhores festas, você deveria conhecer. Obviamente existem festas com estruturas melhores, com line ups com artistas mais importantes pelo Brasil. Porém, tem algo que é muito difícil de ver em outros lugares: Um público altamente educado e respeitoso.
Me orgulho muito em dizer que nosso púbico é o que temos de melhor e que ele é capaz de receber qualquer DJ e apreciar e curtir todo tipo de música que colocamos em nossos eventos.
Quando montamos os line ups, temos o cuidado em nutrir o público com diversos estilos, com tendências no Brasil e mundo, para criar uma pista antenada que não sabe ouvir somente uma coisa, que não vai encher a boca pra falar que somente isso ou aquilo é arte.
A música eletrônica é tão ampla, que no meu ponto de vista, limitar ela somente a um estilo não é algo saudável.

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