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Em entrevista, Eduardo Roslindo fala sobre os 3 anos de trajetória do detroitbr

março 23, 2017Portal Underground


Entrevistamos Eduardo Roslindo, que é líder e fundador do detroitbr, e ele nos contou um pouco da trajetória deste coletivo até chegar nos 3 anos de história, fazendo cada vez mais a diferença no crescimento da cultura eletrônica no Brasil!

Como começou a ideia do detroitbr?


A ideia do detroitbr surgiu durante um dos eventos privados que eu e o Petrius organizávamos, chamado "After da Galera", na sede social do estaleiro Detroit Brasil, especificamente no dia 16 de novembro de 2013, onde convidamos o Kultra para se apresentar. Ali mesmo no evento iniciamos um papo com o Mohamad (um dos membros do Kultra) pensando em um projeto que fosse de abrangência maior. O legal é que não foi algo combinado, aconteceu naturalmente.




Após esse dia, nos reunimos por um período de aproximadamente 4 meses para escrever como seriam as diretrizes do projeto, e assim foram formadas as primeiras ideias de como ele seria, desde criação do nome, definição de tarefas, equipes, etc. Depois de tudo alinhado, no dia 02 de março de 2014 aconteceu a primeira edição, dando início ao que vocês conhecem hoje como detroitbr.
 



Quem faz parte da crew?


Isso é uma das partes mais legais da qual me sinto extremamente feliz em falar! Na nossa equipe, atualmente existe uma média de 35 colaboradores oficiais, separados entres líderes, que são responsáveis por fazer uma curadoria de pessoas; o artístico, formados pelo grupo de residentes; os staffs, que são responsáveis por auxiliar na operação dos eventos; um booker, que cuida da parte contratual dos nossos artistas; e um grupo de marketing e redatores que cuidam da imagem da marca no site e mídias sociais. 



Seria muito longo listar todos nominalmente, mas é importante deixar claro e usar esse espaço para enaltecê-los, pois, independente de função, eles trabalham muito sério para que as pessoas possam ter acesso aos mais variados tipos de conteúdos e relações que desejarem.



Como podemos definir o detroitbr?
 

Um coletivo de pessoas que visam disseminar a arte através da música em suas diferentes camadas, tendo como base o techno e suas subvertentes, ou através de suas relações sócio afetivas entre os frequentadores. Mas, se eu fosse nos definir em poucas palavras, diria que somos uma grande família em torno desta cultura.



Quantas edições já ocorreram e quais foram as mais marcantes?

Já realizamos várias edições em diferentes modalidades e lugares, sejam detroitbr labs ou showcases, mas o evento principal, que chamamos carinhosamente de canônico, teve um total de 18 edições, ou capítulos, como gostamos de falar. É muito difícil dizer quais foram os mais marcantes; brincamos aqui que cada edição supera a outra, pois a cada uma evoluímos. Digamos então que cada capítulo é uma experiência única que se complementa com as anteriores dentro da história que contamos.


O que mudou nestes 3 anos de história?


Acho que o amadurecimento, pois os ideais continuam os mesmos. Embora exista um comprometimento incrível desde o início, o detroitbr deixou de ser um hobby e tornou-se uma profissão para muitos que estão aqui. Eu, por exemplo, dedico meu dia-a-dia ao projeto, pensando em todo momento como fazê-lo alcançar um grau de excelência ainda maior. 





O que podemos esperar de novidades?

Essa é uma pergunta interessante! Estamos em um momento de transição, buscando sempre evoluir, sejam nas operações dos eventos, line-ups, gestão de pessoas, expansão da marca, etc. Portanto, se tudo ocorrer como estamos planejando, vocês verão um detroitbr um pouco diferente em 2017, atingindo novos mercados, podendo levar nossa mensagem para um número maior de pessoas, de uma maneira que elas sintam-se acolhidas como ocorre em Santa Catarina. 



PS: Espero que o Rio Grande do Sul seja um dos nossos destinos :D

Na sua opinião qual a projeção para cena eletrônica da região sul?

Acho que o Brasil está de olho no que estamos fazendo por aqui. Nos últimos 2 anos nossa cena cresceu de maneira magnífica, depois de um grande hiato. Se você parar para ver o número de projetos que surgiram nesse período é algo incrível, e o mais legal é como eles surgiram organizados. Acredito ser o timing de colher todos os frutos que foram plantados, processar todos esses acontecimentos para que possamos continuar nessa crescente, com esse espírito democrático, evitando ao máximo qualquer tipo de rotulação, solidificando ainda mais o que está sendo feito, pois ainda estamos longe do ápice... mas temos tudo para chegar lá.

Créditos foto: Marlon Mendes e André Costa

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