DJs Lolô Bortholacci

Confira entrevista com Lolô Bortholacci sobre vida e carreira + Podcast exclusivo

agosto 17, 2016Portal Underground

Entrevistamos Lolô Bortholacci, um dos grande nomes do House e do Techno do estado. Ela, que é dona de um enorme carisma, tem apurada pesquisa musical e excelente técnica, é também a idealizadora do Projeto Pandora e residente do Beehive Club, um dos maiores Clubes do Brasil e o principal off-circuit. Confira a entrevista e o podcast que ela gravou especialmente para o Portal Underground:



De que forma a música esteve presente na sua vida, desde antes de você querer ser DJ?
Primeiramente, queria agradecer ao Portal Underground pelo convite! Acho que a minha história com a música começou na minha casa, na “salinha do som”, com caixas de som antigas e toca disco, onde meu pai passava o dia inteiro escutando vinis e CD’s que ele e minha mãe colecionavam. Quando criança, nunca havia dado muita importância pro quanto isso fez diferença principalmente no meu gosto musical (agradeço todos os dias por ouvir Jethro Tull na minha infância) e na presença da música na minha vida, acho que isso foi essencial.

Como nasceu o amor pela música? 
Não sei quando nasceu, acho que sempre existiu. Música é energia, assim como nós, então vejo como mais uma reflexo nosso do que algo que nos influencia.


O que te levou a querer ser DJ?
O que me levou a procurar um curso foi a vontade de ouvir o que eu curtia. Minha paixão sempre foi o rap, r&b, soul, e queria muito ouvir meus artistas preferidos e não ficar uma festa inteira esperando tocar aquilo que eu queria. (só que no meio do percurso mudou um pouco o foco.. rs)

Quando você começou a discotecar? Como foi? 
Em 2008 surgiu aqui em Passo Fundo um curso de mixagem encabeçado pelo pessoal da Beehive, e foi exatamente no auge dessa minha angústia por querer ouvir som bom. Só que no curso aprendemos mixar música eletrônica, que até então não era muito minha praia. Com o passar do curso, que levou uns 3 meses, fui conhecendo a estrutura, os compassos, os elementos da música eletrônica e fui me apaixonando, e vi um potencial pra mim no mercado, que ate então nem pensava como futuro profissional. E foi na Beehive Club, club que sou residente há quase 8 anos, que me apresentei pela primeira vez, numa noite de Natal. Que presente né? Rs.


Quais são as suas inspirações na hora de compor os seus sets?
Acho que a inspiração vem na hora da pesquisa, o que depende muito do momento, do que estou afim de ouvir, do que está acontecendo na minha vida. Na hora de compor o set eu tento conciliar toda essa pesquisa com o comportamento da pista, testando tracks e vendo a reação do público.

Por prazer, qual é o estilo musical que você mais escuta? 
Techno, House, Rap, Reggae.

Sabemos que nasceu este ano o Projeto PANDORA. Nos fale um pouco sobre ele. 
O Pandora é um projeto que nasceu da necessidade de explorar um lado diferente da música. A Beehive e a Hija criaram uma sede de música tão grande no público local que foi fácil pro Pandora achar seu lugar. Eu e o meu sócio, o DJ Marcos Deon, queríamos unir música e arte em uma noite e achamos o lugar ideal, a parceria certa e o projeto simplesmente fluiu. A princípio era para ser um projeto bimestral, porém a primeira edição superou todas nossas expectativas e também bateu o recorde de público da Hija e pensamos em torná-lo mais frequente. O projeto é temático, cada edição exploramos uma tema diferente na decoração e no apelo da noite, e o som fica por minha conta e do Deon numa Jam Session. Dá trabalho, mas estamos muito feliz com a repercussão que ele está tomando.

Lolô Bortholacci e Marcos Deon se apresentando no Pandora @ Hija Club

Qual é a mensagem que você quer passar para a pista à cada set?
Fazer o público se sentir bem, feliz, e descarregar as energias da semana.

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