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APOENA: reconhecimento internacional imediato

agosto 24, 2016Portal Underground

Todo produtor de House/Techno brasileiro começa inspirado nos seus artistas favoritos. Na maioria dos casos, as inspirações são produtores internacionais. Com APOENA não foi diferente. Começou a produzir sob influência dos selos Transmat e Fragile, as gravadoras do Derrick May (Detroit). Com o passar dos anos, elegeu dois artistas de Detroit como suas principais influências na produção: Delano Smith e Rick Wade. APOENA teve sua primeira demo aprovada em 2009 pela gravadora inglesa Autoreply. Seu primeiro disco, “Falando Sério EP”, chegou às lojas em 2010, trazendo duas faixas: “Nuvem”, no Lado A e a faixa título, “Falando Sério”, no lado B. Naquele mesmo ano, o norte-americano Delano Smith gravou um Set para ser o tema de sua gravadora (MixMode-Detroit). A música de abertura do Set era “APOENA – Nuvem”.

Portal Underground: Como foi que sua track foi parar nos Sets de Delano Smith? Foi uma surpresa para você?

APOENA: Bom, eu naquela época não fiz nenhum tipo de divulgação. Até hoje não faço muito. Mas talvez a própria gravadora tenha mandado promo para alguns DJs, eu realmente não sei. Certamente foi uma surpresa pra mim. Eu nunca tive nenhuma comunicação com ele, e não foi por falta de tentativa. Já mandei demo para a Mixmode (gravadora de Delano Smith) mais de uma vez. Na verdade a aceitação de um modo geral me surpreendeu por que a track foi tocada também por Luke Hess, outro nome clássico de Detroit. Entrou em charts do francês Agoria, do russo Pushkarev (Deep Mix-Moscou), Burnski e outros. Pra mim deu um sentimento de aprovação da minha música. Certamente me motivou a continuar.

Primeiro disco de APOENA, "Falando Sério EP"

Portal Underground: E nos lançamentos que se seguiram, como foi a aceitação?

APOENA: Um parâmetro que sempre tenho são os DJ Charts da Juno Records. Faço buscas também no Soundcloud pra ver se encontro as tracks em sets. Assim descobri que meu segundo disco, “Mover & Cooler EP”, foi tocado por nomes mais atuais como James What e Lee Jones. Mas o que mais lembro sobre aquele disco foi uma mensagem que o francês Laurent Garnier mandou para a gravadora na época (Autoreply/Stuga), agradecendo a promo e dizendo que tocou ambas as tracks.

Portal Underground: E agora tens tua própria gravadora, Allnite Music. O que muda com isso?

APOENA: Olha isso é mais um capítulo do sonho. No fundo eu sempre acreditei que um dia ia lançar um disco. Foi meu sonho por anos. Já ter uma gravadora eu não pensava. Mas acho que fazer sua própria label é um caminho natural pra qualquer produtor ativo e persistente no ramo. Ter o controle sobre os lançamentos, decidir sozinho quais tracks lançar, bolar as artes visuais etc. É muito mais liberdade para o produtor se expressar. Lançar tracks em gravadoras grandes e consagradas faz bem pra carreira e eu pretendo continuar mandando demos, na medida do possível. Mas fazer todo o processo sozinho está me dando um sentimento melhor. Por um lado é arriscado e dá um certo medo, por que é óbvio que sou eu quem arco com os custos de produção dos discos, quando lanço na Allnite. Caso não venda, dá prejuízo. Mas estou sendo abençoado nessa empreitada. Foram 4 discos até agora. Dois esgotaram rapidamente. E o mais novo, “Intense EP” está no mesmo caminho. Ficou semanas em boas posições de venda na Juno Records, chegando a ser o “Top 3 Tech House”. A qualquer momento devo receber o aviso de fim do estoque na distribuidora.


Portal Underground: Quando podemos esperar novos lançamentos teus e do teu selo?

APOENA: Meu objetivo com a Allnite Music são dois discos por ano. Não é um ritmo muito intenso mas é o suficiente pra manter todo o processo ativo. Tenho que começar com o pé no chão. Então, se tudo der certo, o Allnite 005 vai chegar às lojas antes do fim do ano. Já estou trabalhando nele. Tentando ainda decidir como o disco vai ser. Estou sempre produzindo várias faixas ao mesmo tempo. Tracks com diferentes intensidades. Sou visto como produtor de Deep House mas quem me conhece há mais tempo sabe que comecei como DJ de Hard Techno, então volta e meia faço tracks mais pesadas também.

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