Albin DJs

Espaço Sentando a Lenha 001 - #sentandoalenha podcast + entrevista com Albin

abril 08, 2016Portal Underground


O núcleo Sentando a Lenha conversou com Flávio Albino a.k.a. Albin, natural de Belo Horizonte, apaixonado por artes em geral e músico desde sua infância, teve seu primeiro EP “Deeper Reality” lançado pela gravadora Trash Society e já tem alguns releases agendados com diversas gravadoras de Barcelona, Berlin e California.

Integrante dos coletivos 440Hertz, Factory Music e 1010, Albin traz em seu repertório, o melhor Garage House, Techno e House, sempre procurando inovar e trazer as tendências do mundo da música eletrônica para a pista.

Confira o papo onde eles conversaram sobre o inicio de sua carreia, sobre o crescente surgimento de coletivos pelo país, sobre mainstream x underground.

Confira o podcast gravado por Albin para o Sentando a Lenha:



Olá Albin, seja bem vindo ao #sentandoalenha. Você estuda música desde jovem, o que você tocava/ouvia? Como conheceu a música eletrônica e como começou a discotecar?

Primeiramente gostaria de agradecer pela oportunidade e parabenizar-los pelo trabalho. 
Meu contato com a música eletrônica aconteceu bem cedo, acho que aos 9 anos quando comecei a tocar bateria já tinha uma pitada de musica eletrônica dentro de casa, meus familiares frequentavam o meio e assim fui tomando gosto pela coisa. 

Costumava escutar muito HipHop na real, mas Daft Punk, Kraftwerk, Skazi, Infected Mushroom, entre outros nomes não faltavam no repertório. Daí alguns anos depois comecei a frequentar as festas, e em 2008/2009 conheci um DJ que me ensinou a discotecar e me inseriu no cenário do qual faço parte hoje.


Vivemos um momento na cena nacional do surgimento de vários coletivos em diversos locais do pais. Ao que você acredita que se deve esse fenômeno? Como você ve a atuação dos núcleos dos quais você participa na sua cidade? Quais as características de cada núcleo?


Na real já vemos esses surgimentos a um bom tempo, mas hoje em dia tem tomado grande proporção pelo fato de influencias e de pessoas com mesmos gostos. Cada ciclo de amizade tem se tornado um coletivo, e isso faz com que a cena da musica eletrônica underground cresça a cada dia mais.


O 440Hertz é um dos núcleos que faço parte a mais tempo, que tem o ideal e foco de espalhar informação e musica para o Brasil através do portal, o 440hz.com.br onde todo estilo de musica eletrônica é bem vindo.


Na Factory Music hoje além de ser parte do casting, tenho introduzido bastante ideias para que o núcleo se mantenha sempre levando musica moderna aos seus seguidores. 


O 1010 é o coletivo mais recente que formamos, e que tem como objetivo levar ao publico uma proposta tanto visual quanto sonora mais obscura, abusando de ruínas da nossa cidade.


A curadoria é formada por pessoas diferentes, 440hz é uma turma mais da velha guarda, já a Factory e 1010 são mais jovens, e até mesmo tem uma ligação maior pelo fato de que a galera está sempre presente nos roles.


E recentemente entrei para o Collective Unconscious de SP, juntamente com Hauy, Nicolas Pera e Guilherme Nogueira e em breve nos tornaremos uma gravadora, focada em Techno/ House.

Vemos nas redes sociais principalmente, muitas discussões de mainstream x underground, como você vê esses confrontos de pensamentos? 


Olha, é um assunto bem complexo, por um lado vejo da forma que aquilo que pouco conhecido vai ganhando popularidade por determinado motivo começa a penetrar a zona aonde pessoas influentes vão os notar e começar a difundir e se tornando algo mais popular. Mas uma coisa é saber respeitar qualquer seguimento, seja ele musical, dança, teatro, a arte em geral.


Há uma frase que diz “música boa não tem validade", para você que música ou artista nunca vai envelhecer?


Existem inúmeras musicas e artistas que são eternos pra mim, mas posso citar alguns nomes como Detroit Swindle, Session Victim, Frits Wentink, Glen Astro, entre outros que tem se tornado uma referencia imortal pra mim.



Links:

* Todo o material divulgado nesta matéria foi produzido pelo núcleo Sentando a Lenha.
08/04/2016

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