DJs Pimpo Gama

Em entrevista, o duo Pimpo & Zacchi, residentes do Amazon Club, nos falam sobre vida, carreira e inspirações

março 22, 2016Portal Underground


Entrevistamos o catarinense Thiago Zacchi e o gaúcho Pimpo Gama, que atualmente também reside em solos catarinenses. Juntos, eles formam o duo Pimpo & Zacchi, união de grande sucesso que é residente do Amazon Club e vem se apresentando cada vez mais pelo Brasil. Confira a entrevista:

O que levou vocês a serem DJs?

Zacchi: Eu sempre gostei muito de estar nas festas, era aquele que mentia em casa que ia dormir em um amigo, arrumava uma identidade falsa e ia pra boate, isso com 15 anos de idade. Acho que a noite e eu temos um caso de amor verdadeiro. Na primeira vez que pisei uma festa de House, me identifiquei e disse que queria fazer aquilo pro resto da minha vida. Comecei a tocar em festas clandestinas, para amigos e afins… isso foi seguindo e hoje estou aqui. 

Pimpo: Desde que nasci tive uma relação de amor com a música. Na minha infância brincava nas lojas de discos dos meus tios, meu pai tinha uma loja de discos e instrumentos musicais, gravava fitas, eu sempre fiquei fascinado com botões, fios, gravações. Com 11, 12 anos já gravava minhas fitas, tinha meu som, sonorizava as festas da escola. Com 13 anos ganhei um curso de DJ em uma casa noturna da minha cidade, de lá pra cá nunca mais parei de tocar.

Qual foi a primeira inspiração de vocês?

Pimpo: Armand Van Helden

Zacchi: Hernan Cattaneo. 

Como foi o primeiro contato com a música eletrônica? 

Zacchi: De verdade, com música de verdade, em um lugar de verdade, foi no Warung, não lembro quem estava tocando, mas foi uma noite mágica. 

Pimpo: Com a música eletrônica underground foi talvez em 1994 quando comprava vinis de Dance Music e recebia pacotes de discos para ouvir e escolher em casa. Em um desses pacotes vieram alguns sons do label Strictly Rhythm que fiquei fascinado. Talvez Witch Doktor do Armand Van Helden ou Next to The E do Moby tenham sido um dos meus primeiros casos de amor que abriram as portas pro que sou hoje.

Como nasceu o amor pela música?

Pimpo: Nasceu comigo, ao mesmo tempo (ainda que eu suspeite que a música veio antes) kkk... Sabe aquele caso, quem veio antes o ovo ou a galinha? Pois é.

Zacchi: Com 6 anos ganhei um violão do meu pai e ele me indicava em aulas na igreja católica na pequena comunidade que eu morava, lá aprendi meus primeiros acordes e como tudo funcionava. 


O que a música significa pra vocês? 

Zacchi: Significa poder dar para as pessoas momentos de diversão e paz, mexer com os sentimentos e emoções ao mesmo tempo. Isso é a parte que me prende dentro de uma profissão tão maluca. É ter a chance de ser melhor a cada dia e poder surpreender as pessoas. 

Pimpo: Significa Viver, nasci pra música e vou estar conectado a ela até o fim.

Qual é o estilo música que vocês mais escutam por prazer?

Pimpo: Sou bem de fases, já tive fases de mpb, rock, mas no momento a música eletrônica antiga feita com sintetizadores analógicos vai muito bem.

Zacchi: Não tenho um estilo determinado, mas estou numa onda Indie Rock, Soul, Funk, R&B, Hip Hop e Reggae. 

Quando vocês dois começaram a tocar juntos?

Começamos a tocar juntos no inicio de 2015. 

Qual a maior inspiração de vocês? 

Tocar música boa.

O que levou os dois a unirem forçar e criarem o projeto juntos?

Tudo aconteceu de uma forma bem natural, somos amigos e residentes do Amazon Club há aproximadamente 8 anos. No estúdio começou a rolar uma afinidade legal e tudo aconteceu naturalmente. 

Qual estilo predomina em seus sets?

Somos artistas da gravadora Loulou Records, na qual o Pimpo é um dos produtores que mais tem lançamentos. Acho que é natural que seja o estilo que predomine. 

Como e quando começaram a produzir? 

Começamos a produzir já faz um bom tempo, aproximadamente uns 7 anos. Começamos fazendo outro estilo, dentro de uma outra realidade que vivíamos na época, que foi de grande valia para adquirir a experiência que temos hoje. 


Além de vocês qual outros DJs de peso deram suporte às suas produções?

Varios artistas que admiramos tem tocado nossas músicas, entre eles Kolombo, Vintage Culture, Loulou Players , Pete Tong, Malikk, Fran Bortolossi, Bruno Be, entre outros. 

Nos conte um pouco sobre essa cena que está fazendo história da Amazon, na qual vocês estão diretamente envolvidos? 

O Amazon está passando pelo melhor momento da sua história, é um club que faz tudo com muita dedicação e amor. Somos residentes, mas na verdade trabalhamos muito mais que isso, ajudando a curadoria, equipe, em tudo que precisa. Desde a equalização do sound system, até subindo escadas para colocar decoração quando necessário. Os artistas que passam por lá sempre têm nossa recepção, é um trabalho que envolve muito além de uma residência, mas uma forma plena de cumplicidade por um local que é verdadeiro no que faz. 

O que podemos esperar da Amazon para 2016?

Vivemos um momento ímpar na cena brasileira devido ao valor do dólar, isso tem prejudicado um pouco a programação quando falamos de gringos. Pelo que soubemos o ano vai ser dos artistas nacionais, mas mesmo assim alguns artistas internacionais já estão confirmados, o exemplo é Sammy W e Alex E, que são os artistas por trás da gravadora Tobus Limited. Também teremos a estreia do Dashdot, artistas nacionais muito aguardados pela galera do Amazon. Soldera, Glen e Elekfantz são nomes que ja estão confirmados para o 1 semestre. 

Qual é a visão sobre o crescimento da cena eletrônica conceitual no sul do Brasil? 

Essa palavra conceito é bem complicada e pode ser interpretada de várias maneiras. O Sul do Brasil é onde temos as melhores festas, o público mais ligado e instruído. O crescimento da cena é notório, vem crescendo dia após dia. O que as pessoas não percebem é que o crescimento da cena conceitual anda lado a lado com o crescimento da cena mais pop. Normalmente o primeiro contato de uma pessoa que não conhece música eletrônica, começa pelo outro lado. A cena no Brasil só cresce, cada dia mais. 

Qual a projeção da dupla pro futuro?

Estamos com vários bons lançamentos organizados para os próximos meses, nossa projeção é seguir fazendo música e nos apresentando da forma que curtimos e nos faz felizes.

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