DJs Mezomo

Entrevista com o DJ e Produtor Gaúcho Mezomo

fevereiro 23, 2015Portal Underground


Bruno Mezomo Soccal aka Mezomo é uma figura importante na cena eletrônica underground Gaúcha. Co-idealizador da Sunset Sessions, que ocorre desde 2012 em Santa Maria/RS, o jovem DJ e produtor, juntamente com sua crew, ajudou a reconstruir a cena eletrônica gaúcha, trazendo som de qualidade através de artistas de renome nacionais e internacionais e através de eventos inovadores, criando um público ávido por um cenário em expansão.

O som de Mezomo é distinto, transmite sentimentos, possui energia própria e uma originalidade que lhe traz cada vez mais visibilidade e admiradores, fazendo dele uma das promessas entre os jovens DJs do RS. Seus sets e produções se mantém entre o Techno e a House Music.

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Site Sunset Sessions

Que tal escutar um set dele enquanto lê sua entrevista?


Nome/Nome artístico
Bruno Mezomo Soccal/Mezomo

Trabalha como DJ há quanto tempo?
Toco profissionalmente fazem 4 anos.

É residente de alguma casa/label?
Sou co-idealizador e residente da Sunset Sessions.

Qual/Como foi o seu primeiro contato com a música eletrônica?
Achava estranho e incrível o som de Jean Michel Jarre, Kraftwerk e Brian Eno que meu pai tinha em Vinil durante minha infância. Mas foi com 17 anos que ouvi um set do Oliver Huntemann que mudou meu futuro. Desde aquele dia, comecei a pesquisar sobre o tal minimal techno, inocentemente iniciando uma grande coleção de tracks que nunca mais parou de crescer.

O que a música significa para você?
A música é ao mesmo tempo uma forma de união e de escapismo. Naquele momento em que estamos reunidos em torno da música, nos sentimos interligados e unidos na mesma frequência, sem barreiras, diferenças ou desavenças. Por outro lado, fechar os olhos ouvindo o som, ignorando tudo o que há ao redor e transportando-se para um mundo só seu, é a melhor terapia que se possa imaginar.

Qual é o seu estilo musical preferido?
Sempre gostei de ouvir o que foge do comum. Não conseguiria escolher um estilo, teria que citar vários e ainda assim algo ficaria faltando. Além dos óbvios Techno e House, ouço muito Electronica/Chillout, Reggae/Dub, G-Funk, Soul, Rock Progressivo, Rap Nacional… 

Qual é o estilo musical predominante nos seus sets?
A adequação à cada pista e momento é fundamental para todo o DJ, justamente por isso cada set é único. O denominador comum entre todos os meus é um som agradável de ouvir, mas sério, ótimo para dançar, mas reflexivo. Acaba definindo-se como Techno/House/Electronica.

Por que a escolha destes estilos musicais?
Só consigo tocar o que me toca. Quando ouço uma track e ela desperta algum sentimento interessante, vai pra coleção. Desde que comecei a mergulhar neste universo, o minimal techno foi o carro chefe das minhas buscas, deixando forte influência na minha preferência por sons mais sombrios e introspectivos.

Para você, qual é a melhor música de todos os tempos?
Se eu respondesse essa pergunta em 10 dias diferentes, teria 10 respostas diferentes. Depende do momento, do clima, da vibe. Poderia ser desde 'Rebel Music - Bob Marley', até ‘Liberation - Outkast’, ou ‘Rational Culture - Tim Maia’, ou muitas outras. Acho que no dia de hoje seria ‘Amadou & Marian - Ce Nest Pas Bon (JD Twitch)’, que é demais!


Qual é o seu DJ preferido/maior inspiração? Por que?
Há varios DJ’s e produtores que tenho como inspiração. Pelas sonoridades e texturas apresentadas, ou pelo estilo de performance, ou por todo o conceito artístico por trás. Exemplos: Henrik Schwarz, Luc Angenehm e Agents Of Time.

Existe alguma música que você nunca deixa de tocar nos seus sets?
Não exatamente, mas há aquelas tracks que são clássicas e de vez em quando voltam à tona no momento certo. Exemplo:
Missing Postcard From Venice (Marc Houle Remix) - Dave Vega
Tides (Mind Against Edit) - Beanfield
Leviathan (Original Mix) - Jon Charnis

Em qual pista você gostaria de tocar que ainda não tocou?
Meu objetivo neste ano é estrear nos grandes clubs do Brasil. Toquei na Amazon em janeiro e agora Beehive em fevereiro. Sigo na luta e na expectativa para novos desafios, como D-Edge, Club Vibe, Fosfobox e um dia o Warung!

Qual foi o melhor momento da sua carreira?
Hoje minhas tracks estão começando a tomar forma e funcionar na pista. Quem já passou por isso sabe como é bom. Dessa forma, a empolgação e motivação atual em torno das minhas produções, juntamente com a ascensão constante de nosso projeto Sunset Sessions, que proporciona cada vez mais visibilidade e contatos, faz com que o melhor momento da minha carreira seja o que vem pela frente!

Confira uma das tracks produzidas por Mezomo:



Qual foi o lugar (ou festa, em específico) que você mais gostou de tocar? Por que?
Aonde mais me sinto à vontade é em nossa Sunset Sessions, pois o público já conhece e espera o meu som. À cada edição, a pista fica mais lotada e com um pessoal mais antenado e questionador. Por isso posso ser fiel à minha linha de som, apresentar o que realmente me motiva e é inovador e ainda ter a certeza que a galera vai entender e curtir junto!

Há alguém com quem você gostaria de tocar junto?
Acredito que um b2b com Mano Le Tough seria interessante!


Qual é a sua visão sobre o crescimento da cena underground no Sul do Brasil?
Há poucos anos percebemos o potencial que cabeças distorcidas unidas tem. Criamos um projeto que ia contra a maré, pregamos nosso estilo de som e construímos uma base de seguidores na marra!! Lendo um pouco, nota-se que assim foram os primórdios da cena underground pela Europa e EUA cerca de 20 anos atrás. E é a mesma coisa que está acontecendo por aqui. Assim como o nosso núcleo, vários outros surgiram e surgem nos últimos anos pelo sul do País, exponencialmente aumentando o numero de interessados neste cenário, e criando uma base forte para o underground, que cresce cada vez mais. Eu vejo um futuro promissor, com um Underground cada vez mais forte, um Mainstream envolvendo cada vez mais dinheiro, e a cena toda evoluindo e fixando raízes definitivas em nosso país.

Qual é a mensagem que você tenta passar para a pista na hora que está tocando?
Aquele velho balanço que todo DJ deveria tentar seguir. Uma parte animador, outra educador. Tento mostrar que há coisas muito boas que pouquíssima gente ouviu, ao mesmo tempo que tento deixar todo mundo em movimento constante. A mensagem que fica é de que música boa é aquele que tem alma, que foge da mesmice, que causa sentimentos bons e que faz bem aos ouvidos.


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