Curiosidades DJs

DJ gaúcho James Camargo fala sobre vida, carreira e inspirações

maio 18, 2016Portal Underground


O DJ gaúcho James Camargo deu uma entrevista exclusiva para o Portal Underground! 

Ele é co-fundador das festas Cave, E-Project, Sunshare Sunset, Aero Sunset assim como do projeto Shed Music TV. 

Recém chegado de sua trip pela Europa com amplas pesquisas musicais e sua estreia em Berlim, o artista traz muitas novidades para suas apresentações futuras. 

Confira podcast gravado por ele para o Portal:



Quando começou a se interessar por ser DJ?


Comecei no ano de 2003, quando minha irmã organizou sua festa de aniversário e me colocou lá para cuidar as músicas da festa. Após isso, foi um movimento natural ter a curiosidade pelo trabalho que o DJ desempenhava.

O que te levou a querer ser DJ?


Com certeza a quebra de barreiras que a música nos possibilita. É um trabalho muito cuidadoso em discotecar para diversas pessoas que na maioria das vezes você não conhece, e que estão ali para serem embaladas por diferentes motivos. Tenho certeza que o mais intrigante dessa profissão é perceber que as pessoas criam ligações com as músicas que tocamos. Ligação essa que para cada um pode desempenhar um papel diferente. Conseguir fazer com que as pessoas criem um ligação boa com cada música que toco, me faz cada vez mais seguir nessa profissão.


Qual foi sua maior inspiração?


Ouvir Hernan Cattaneo tocando esse set épico e hipnótico em 2003, do Moon Park, Buenos Aires!



Acredito que esse set tenha inspirado muitos jovens naquela época, e posso dizer que ainda hoje ele é inspirador.

Como foi o seu primeiro contato com a música eletrônica?


O contato foi através da minha irmã que tinha em casa alguns CDs trazidos por um amigo de fora do país. Esses continham músicas que estavam em alta naquele momento na europa, tipo um #summer electro hits europeu hahahah. Por curiosidade peguei esses CDs e comecei a escutar diariamente.

Como nasceu o amor pela música?


O amor pela música veio aos poucos. 1º foi Beatles nos antigos LPs dos pais, depois algumas fitas cassetes até descobrir que podia gravar minhas próprias seleções musicais e aí só evoluiu! Aos poucos fui percebendo essas ligações entre a música e o estado/humor/sentimento que temos! Isso foi fundamental para que o meu amor pela música chegasse onde chegou!

O que a música significa para você?



A música move e comove, e não é em vão que estamos rodeados por música 24 horas por dia! Música é trilha pra vida toda! Ela pode significar um infinito de possibilidades, emoções, momentos, e por aí vai! Para mim, ela é o estado em que nos encontramos. Ela tem o poder de te colocar em qualquer lugar que tu deseja. Basta saber como fazer essa comunicação entre a música e o que ela conecta dentro de ti.


Qual é o estilo musical que você mais escuta por prazer?


Música eletrônica, escuto a todo momento e a qualquer hora do dia, viajo dentro das vertentes da House Music, pois ali encontro música para qualquer situação.

E para compor os seus sets, qual é o estilo musical que você prefere? Por que?


Trabalho entre House e Techno, duas vertentes que estão cada vez mais fundidas! Dependendo do horário que me apresento, a pesquisa e seleção muda drasticamente, porém sigo como mesmo pensamento das ligações que quero fazer com o público, seja de euforia ou algo mais calmo e de compreensão mais delicada.

Nos conte sobre a sua recente tour na Europa, como foi tocar lá, e o que viu lá fora que achou bacana que poderíamos ter por aqui?


Essa viagem foi programada para muitas pesquisas dentro do mercado da música eletrônica e de quebra tive a oportunidade de me apresentar em um clube em Berlin e também ao vivo em uma rádio de lá.

Com certeza pude compreender a recepção do público com o trabalho desempenhado pelos DJs e produtores, o que difere um pouco do que estamos acostumados.

Dediquei boa parte do tempo para conhecer festivais, festas e lojas de discos em busca de novas ideias e sonoridade. Fui ao DGTL em Amsterdam, Time Warp em Mannheim e clubes variados em Berlim.

Louder FM Berlin

A poucos dias comemorou os 2 anos da Cave, fala um pouco desta cena que é muito elogiada por todos e o que a “Caverna” tem de bacana para galera para quem ainda não conhece?


A Cave é como um filho, chegamos aos seus 2 anos e podemos dizer que muito mudou desde então. É perceptível a mudança que a cena eletrônica em geral esta tomando, mas onde estamos baseados fica muito mais fácil de analisar e perceber cada pequeno passo.

A “Caverna” é um grande exemplo disso, pois foi formulada com o intuito de apresentar novidades sonoras, visuais e principalmente na forma como as pessoas frequentam e se divertem em festas. Queríamos criar algo onde a barreira entre pista e artista fosse mínima, onde o público esteja liberto de preconceitos musicais e se sinta livre para o desconhecido, e assim possa ser surpreendido de forma positiva em qualquer momento ou local da festa!

Falando em detalhes, a Cave tem um teto baixo, sistema de som bem definido e um sistema de iluminação integrado ao som. Tudo para que as pessoas consigam sentir, ver e compreender cada vez mais a história que cada artista ou momento pode criar!

Além da Cave, também sou responsável junto com outras pessoas, da Sunshare Sunset que realizamos em uma cidade vizinha, Rio Pardo. Este é um evento de cunho social onde não cobramos ingresso. Ao invés disso, arrecadamos alimentos para destinar a entidades locais com necessidade dos mesmos.


E quais as expectativas para carreira, que queira dividir com a galera?


As expectativas são as melhores! Uma das últimas boas notícias foi ser convidado para integrar o time da Levels que rola agora dia 28 de Maio.

Também tem mais edições da Cave pela frente. Aperfeiçoar as técnicas e formas de compreender o público onde quer que seja. Produzir minhas próprias sonoridades e aos poucos encaixa-las nas minhas apresentações e por aí vai… Sempre avante!

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